A Bifurcação Entre a Resistência e a Desistência

 

 

Há muitos anos atrás, em uma estrada deserta dois homens caminhavam tristes, abatidos e sem esperança rememoravam recentes acontecimentos que mudara suas vidas.
Em poucos dias eles presenciaram todo investimento que fizeram descer ladeira abaixo, aparentemente sem volta.
Diante de tão grande perda só restava para eles abandonar a cidade para que as tristes lembranças não os abatessem mais ainda.
No decorrer do caminho, surge um novo personagem. Um homem se aproxima deles e parecia não estar vivendo na mesma “dimensão de perdas e danos” em que eles estavam, pois lhes questionou acerca daquelas palavras tristes que trocavam entre si. A resposta não poderia ser outra: em que mundo você vive? Não sabe que no ultimo final de semana todo o povo de nossa cidade perdeu tudo? Os sem teto perderam abrigo, os desolados perderam o consolo os sem Fé perderam esperança de crer até no que não se vê. Neste final semana, Peregrino, o mundo perdeu aquele que pensávamos ser o Salvador de todos e de tudo e agora está morto.
Como é possível você não ter sentido o abalo de sua morte? É certo que algumas mulheres foram ao seu túmulo e disseram que estava vazio. Mas quem nos garante que isto não passa de estórias de mulheres?
Então o Peregrino lhes disse: não era do conhecimento de todos que este Salvador deveria antes tudo, padecer na mão dos ímpios para ser entronizado em Sua Gloria?E assim compartilhou com eles toda verdade, no entanto no decorrer da conversa chegaram a uma bifurcação e como o Peregrino parecia querer ir adiante os homens o convidaram para passar aquela noite em sua vila. La chegando o inevitável aconteceu: O Peregrino revelou sua verdadeira identidade. Ele era o Salvador, que fora morto, mas vivo está.
Esta historia esta no evangelho de Lucas no capitulo 24. O motivo para eu cita-la é pela relação análoga com nossas vidas. Nós que recebemos a Cristo e cremos em suas promessas por muitas vezes, seja por perseguição ou qualquer outro motivo temos a tendência de desistir do alvo e caminhamos na direção oposta. Quando na maioria das vezes o enfrentamento seria a medida correta a se tomar. Não percebemos isto até chegarmos a um tipo de bifurcação da vida onde nossas escolhas podem tomar um rumo crucial. Neste momento devemos clamar ao senhor por sua ajuda ou O deixamos afastar-se de nos enquanto vemos a incredulidade e a falta de perspectiva nos derrotar mais e mais.
No caminho oposto ao da fé podemos até sentir nosso coração aquecer comoa antes, A Palavra pode nos emocionar como antes, mas ainda assim estaremos caminhando para o lado oposto do nosso chamado. O coerente então é ouvir ao senhor sabendo que só caberá uma reprimenda diante de nossas atitudes. Entretanto é bem melhor ser repreendido como filho do que afastado para sempre como desconhecido.
Aprendamos então com estes exemplos e procuremos identificar se como aqueles discípulos, nós também deixamos o caminho da promessa (Jerusalém) só porque surgiram graves problemas, e fugimos para longe do Senhor e para mais longe (Emaús). Tomara não tenhamos ainda chegado à bifurcação e se chegamos tomara não passemos adiante sem convidar o mestre para estar conosco.