O Acúmulo de Todas as Coisas


Há cerca de dois mil anos atrás o apostolo Paulo recebe uma profecia e a escreve para seu jovem discípulo Timóteo. Na integra: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, acumularão para si doutores (grifo meu) conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. O texto pode ser encontrado na segunda carta de Paulo a Timóteo, capitulo quatro, versos três e quatro.
A preocupação primordial do autor da carta/profecia era com a crescente tendência no meio da Igreja de substituir o útil pelo o inútil, o precioso pelo vil, a Fé pelo cinismo. Ate chegar ao ponto da sã doutrina não exercer o resultado necessário na vida do homem.
A profecia, mesmo para aquela época já um tanto conturbada doutrinariamente falando, era alarmante porque de certa forma era inconcebível imaginar um crente não ser impactado com a poderosa Palavra de vida, principalmente para um jovem rabino que, fazia pouco tempo, era um assassino algoz e maligno, mas que tivera sua vida totalmente transformada pelo evangelho do reino na pessoa Gloriosa do senhor Jesus, nosso Cristo.
Mesmo com toda resistência por ele enfrentada os milagres seguidos por magníficas conversões continuavam acontecendo em seu ministério: Um carcereiro e toda a sua família, uma jovem encantadora discípula de Diana, comunidades inteiras em três semanas ouviam o evangelho e se curvavam diante do poder salvador do Mestre.
Por tudo isto e muito mais era difícil esperar tão significativo esfriamento descrito na profecia em questão.
Imagine então se ele, Paulo, pudesse ver em que se tornou hoje o mundo em que vivemos e a pífia resposta que é dada pela Igreja, dentro deste contexto. Muito além da profecia, hoje o acumulo é de todas as coisas. Acumulam-se doutores, especialistas nas mais diversas áreas para justificar as sandices praticadas em nome da própria carne e para o robustecimento da alma cada vez mais cultuada, numa cultura de idiotas idiotizantes de uma contagiante pasmaceira de raciocínio, de uma entristecedora época de resistência à qualquer doutrina seja sã ou simplesmente doutrina. Dizem não a tudo que os obrigue a pensar, mas se não houver opção contrata-se então um entendido para atestar e testificar as baboseiras advindas do imaginário midiático popular.
Vale tudo. Horas e horas de uma programação lobotomizante em horário nobre, sobre comida, cozimento de legumes, alimentos que engordam, calorias, fazer xixi durante o banho a fim de economizar água da descarga, lei que proíbe o uso de palmadas, viagens caríssimas de repórteres para comer comidas exóticas em algum pais mais exótico ainda, mudança da cor dos olhos, a roupa adequada para as ocasiões mais inadequadas, vídeos que bombaram na internet,big brothers em todos os formatos, um cão abandonado por seus donos ou sacrificado por algum (a) maluco (a), um cavalo incendiado por um maníaco, seguido por meses a fio de tratamento e depois sua morte e as explicações da causa da morte e tudo isto com a devida opinião dos famosos especialistas acumulados para estes momentos incríveis.
Vê? Não há espaço ou tempo para mais nada. Ou se resguarda os ouvidos para a verdade ou os entregamos às fábulas. Resta para nós a meditação no verso cinco: “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”; e assim fazendo, permitir que a eficácia do conselho aí contido se agigante proporcionalmente às consequências da profecia aqui examinada. Sobriedade, determinação ministerial e firmeza na sã doutrina.Então que Deus se apiede de todos nós e nos livre destes excessos. Que assim seja!

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