Manifestações:

As nossas e a da Cruz

É impossível não comentar sobre as manifestações que tomam todo o pais, vitrine para as mais diversas reinvidicações.Educação,saúde,desemprego,violência,mobilidade urbana, drogas, corrupção , déficit habitacional, etc.
De fato, mesmo diante do afinco e esforço dos manifestantes e mesmo com o apoio das janelas e dos usuários de redes sociais, pouco ou quase nada mudou. Tememos que com o passar do tempo os responsáveis pelo o estado caótico vivido por todos em nossa nação se acostumem também com as manifestações e encontrem um jeito de burlar, mais uma vez o desagrado popular. Tudo é uma grande e auriverde caixinha de surpresa (ou será caixa de Pandora?).
Tenho ouvido comentários de pessoas com conhecida capacidade intelectual, comparando nosso atual estado de coisas com a queda da Bastilha, na França, em 1789. Ali, o evento foi decisivo para a consolidação da Revolução Francesa eclodida, em seguida no mesmo ano.
Os motivos para a revolta na França em muito se assemelha com os nossos motivos . Partidos defendendo os interesses dos ricos, partidos defendendo interesses religiosos e os partidos que deveriam defender o povo e seus interesses , calados, sufocados ante o peso de burocracia, assassina das massas.
No entanto os interêsses da grande maioria do povo Francês, eram bem claros e quando partiram para a luta estavam dispostos a tudo.
Fatos que não posso deixar de salientar são: Não há revolução sem derramamento de sangue e assim como não há estado de caos que não seja antecedido por um extenso período de calmaria, da mesma forma não há estado de paz que não seja antecedido pela escuridão do caos. A pergunta é: Qual o preço que nós estamos dispostos a pagar para alcançar nossos objetivos? Nada é de graça e sendo bastante redundante, volto a dizer que tudo que na vida tem um preço.
Assistindo a tudo pela internet ou outros meios de comunicação tenho trazido para uma reflexão mais pessoal vejo que revoluções para serem bem sucedidas têm que começar dentro de nós, senão corremos o risco de fracassar totalmente. Pois o o que seria menos difícil ? Reeducar milhões ou reeducar a si mesmo?
Há dois mil anos atrás Jesus Cristo, O Filho de Deus, aceitou como válida a segunda opção. Ele se reeducou para viver conosco e depois morrer por nós. Ele se manifestou também com propósitos claros e com ataques certeiro aos poderes que desestruturavam o mundo onde ele viveu e não coincidentemente sua manifestação foi contra os que defendia o direito dos poderosos e contra os religiosos opressores. Manifestou-se pela saúde dos enfermos que o procuravam curando-os; manifestou –se pelo o ensino para todos todo tempo e o tempo todo,ensinando-os; manifestou-se contra a violência sendo a nossa Paz; manifestou-se contra os vícios sendo o Libertador; manifestou-se contra a morte sendo a própria vida; e depois de atingir aos privilegiados , irritar governos e poderes, pagou o alto preço entregando sua própria vida para resgate de muitos.
Só nos resta agora questionar se valeu a pena Sua manifestação, revolução e sacrifício. Basta olhar através da história e ver o quanto Ele foi imitado para o bem e para o mal. Contudo quando sua mensagem nos incentiva a auto análise e faz com que nossos anseios transcendam meros ideias passageiros, então percebemos que valeu,vale e valerá a pena tudo que Ele fez.
Deixe que Ele se manifeste em sua vida também.
E pra não dizer que não falei de flores... Jesus Cristo é a Rosa de Sarom.

Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir todas as obras do demônio.
1 João 3:8